Viver em si já é uma aventura. Mas viver também é uma arte. Viver é ainda se ter a grandeza e a humildade de se aceitar o resultado do jogo. Principalmente quando faz parte deste jogo uma nação – que habita um território municipal...
O que temos vivenciado nestes últimos dias em nossa cidade é de envergonhar qualquer cidadão. Principalmente aqueles que por uma razão qualquer não se envolvem diretamente com o movimento político por acharem que apesar da ciência política ser uma arte e que se praticada com respeito e dignidade seria o caminho, o meio para que o mundo fosse um pouco melhor!
Sabemos, acompanhamos o desenrolar do pleito político de 2008. Pleito esse que fora acirrado, cada liderança, cada grupo político defendendo seus pontos de vista e sua plataforma de governo. Ao povo – eleitor – coube o direito sagrado de escolha.
Não cabe a mim nesta crônica criticar algo ou alguém. Partido A ou B. Mas cabe-me como eleitor e como cidadão o direito de analisar o quadro hoje existente.
Será que o objetivo de quem está contestando o resultado das urnas, está na verdade querendo o bem estar do povo? Ou está usando de subterfúgios para atender interesses próprios, mesquinhos e revanchistas, está com o orgulho ferido e não satisfeito com o resultado consagrado nas urnas?
Quando as pessoas se disponibilizam a participar do jogo têm que ter consciência de que os resultados podem ser favoráveis ou não. Se tivermos responsabilidade e moldarmos nossas vidas segundo os princípios que norteiam nosso comportamento para com a família, a sociedade, o estado e para com Deus, deveremos aceitar com respeito e resignação os resultado que confiamos a quem de direito. O eleitor. Que soberanamente e sabiamente soube escolher!
Lamentamos que em pleno século 21 ainda tenhamos que nos digladiar entre irmãos para utilizarmo-nos de um privilégio que não nos pertence de fato e de direito. O legado que o povo deu com o seu sagrado voto por livre e espontânea vontade.
Lamentamos ainda porque quem perdeu sem dúvida foi à população. Quem perdeu foi Pesqueira que ficou sem mandatária de fato e de deito durante os festejos natalinos e fim de ano. A justiça foi feita e as normalidades voltarão a seguir seu rumo nestes primeiros dias de 2010.
A verdade é que os homens deverão aprender que o desenvolvimento moral, ético e espiritual só dar-se-á quando colocarem em prática os ensinamentos de Jesus Cristo. Entre tantos, podemos destacar aquele que ensina que não devemos fazer com outrem aquilo que não queremos que nos façam.
Devemo-nos ter em mente que daqui – da terra – nada levaremos. Há, levaremos sim nossas atitudes, nossas ações. Cada qual com suas peculiaridades e com seu preço...
Que 2010 seja um ano marcado por realizações em favor do povo – principalmente os mais humildes – e que prevaleça o bom senso entre os grupos sociais e políticos em favor do crescimento da nossa querida Pesqueira.
Pesqueira, 06 de janeiro de 2010.
Sebastião Gomes Fernandes
É sociólogo.
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