Associação PODE um exemplo de fé, fraternidade e doação.
Doar-se é um ato de extrema introspecção que o ser humano pode vivenciar. Basta para isto que se doe. Há poucos dias fiz uma visita cordial à Associação PODE (Portadores de Direitos Especiais) com sede em Pesqueira, fiquei impressionado ao ver o trabalho que lá é desenvolvido.
Foi aquela quinta-feira (12-02-2010) abertura oficial do nosso carnaval que me motivou a fazê-la. Fiquei curioso para conhecer de perto o trabalho que ali se faz e como é realizado.
Mantive contato com a secretária, Verônica Oliveira, que me apresentou ao Pe Bartolomeu, coordenador (responsável) direto de todo trabalho realizado. Conheci ainda o senhor Celso Cavarero, sócio fundador e grande colaborador na execução dos objetivos da Associação.
Mas o bom mesmo foi o que vi e ouvi! Conheci os devidos departamentos de assistência que se estabelecem de acordo com a necessidade que o tratamento exige e os vários profissionais envolvidos no processo de gestão das devidas áreas de atendimento, conforme cada caso requer.
Vimos mais: a dedicação de cada profissional para com seus pacientes, num verdadeiro achegamento, permite uma frequência energética positiva e curadora que só o doar-se é capaz de fazer; além disso, a participação das mães imbuídas de um espírito de fé, na expectativa e esperança de melhoria da saúde de seus queridos filhos e/ou parentes. Todos se ajudando. E é esta participação fraterna, companheira, que valida e dá harmonia ao que se faz em prol do bem estar daquelas crianças e jovem em tratamento e acompanhamento.
Fiquei consternado com o que vi. Mas ao mesmo tempo feliz por saber que apesar da inversão de valores que hoje presenciamos – é-nos apresentado a cada dia cenas de violência sem qualificação, pois a barbárie com que são praticadas nos deixa estarrecidos! – ali está se trabalhado para amenizar os sofrimentos, tentando a socialização e inclusão de seres humanos no processo evolutivo e criativo que a vida nos oferece e que é direito e oportunidade de cada ser humano tomar posse. Viver, crescer, evoluir!...
Estas contradições existem e existirão; por isso que viver não é mole não! Mas, estas me parecem ser o grande desafio que o Criador colocou em nossas mãos. Este é o processo pelo qual nós encontremos o caminho da “Salvação”... entendo que existem várias situações de salvação: trabalhar para amenizar o sofrimento daqueles que carecem da assistência social – inserção no convívio, no seio da sociedade -, assistência à saúde, visando à melhoria de vida de cada criatura marcada pelo destino, uma vez que cada um tem sua própria caminhada no processo evolutivo, que é, a meu ver, o destino do homem como criatura semelhante ao seu Criador.
A lição que aprendi foi que acima de toda e qualquer ação que se pretenda realizar em favor dos nossos irmãos, seja amor, compreensão, dedicação, se não houver a caridade que envolve trabalhar o social e o espiritual, certamente se fez muito pouco!
Mas na verdade o que quero ressaltar neste artigo é que a sociedade deve tomar conhecimento da grandiosidade do trabalho que Associação PODE presta a estas pessoas, à sociedade e ao mundo! Ah! Ia-me esquecendo de comentar sobre aquelas caixinhas que a gente encontra em algumas empresas em forma de um cofrinho com o nome POPE e que eu me perguntava: “a quem estarei ajudando?” Já posso hoje dizer que vale a pena fazer um doação, pois estaremos contribuindo para ações que podem salvar vidas! Evitar a marginalização e o desprezo de pessoas passíveis de recuperação e de inclusão na vida social e econômica, política e religiosa da nossa sociedade.
Eu, você, podemos sim deixar de lado nosso egoísmo, nosso individualismo, nossa arrogância e reservar um pouco do nosso “precioso” tempo para pensar um pouco mais em nossos irmãos que têm como trajetória uma longa e pesada tarefa para realizar em favor do seu desenvolvimento espiritual, a caminho da “salvação”, evolução. É nosso dever estarmos atentos a tais situações, pois fomos agraciados com uma vida “salutar” e é pela faculdade de sentir e ver que nos cabe uma responsabilidade muito grande: a de tentar fazer alguma coisa para aliviar os sofrimentos pelos quais passam muitos irmãos. É comum não nos apercebermos de tais sofrimentos, só quando este chega a nossa porta, a nossa pele é que nos despertamos e, às vezes, tardiamente!
Ainda há tempo para que nos apercebamos da grandiosidade e da riqueza que é uma mudança de atitude, quando nos melhoramos e ao mesmo tempo contribuímos para que outras pessoas melhorem!...
Ao Pe Bartolomeu e sua equipe desejo e rogo ao Mestre dos Mestres – Jesus Cristo, que este trabalho cresça, pois certamente há de crescer: as coisas de Deus crescerão sempre. Tenham certeza!
É como diz o ditado “Deus tarda, mas não falha”.
Pesqueira/ mar/2010
Sebastião Gomes Fernandes
Sociólogo.
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