Pesqueira, 29 de maio de 2010.
Exmº Sr. Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.
Dr. Aluiz Tenório de Brito.
Autoridades civis e eclesiásticas.
Minhas Senhoras e Meus Senhores.
Prezados Acadêmicos.
Aqui estou como o iluminado, filho da querida cidade de Bom Conselho – a cidade das escolas -, terra que me viu nascer e onde vivi boa parte da minha vida; que me permitiu desbravar as barreiras e encruzilhadas que a vida nos proporciona, que foi fundamental na estruturação de minha personalidade.
Eis-me aqui, feliz e orgulhoso, como filho adotivo que hoje o sou desta querida e amada Pesqueira, terra que me adotou como Cidadão através da Resolução nº 02/2008, de Autoria do Vereador Lenivaldo Soares dos Santos e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal, em 18 de abril de 2008, sendo seu presidente o Vereador Sebastião Luciano Leite.
Sei e estou consciente da minha responsabilidade ao tomar posse na Cadeira de nº 27, a qual tem como patrono o Coronel Cândido Xavier Pereira de Brito – agraciado com o título de 2º Barão de Cimbres. Filho do Dr. Francisco Xavier Pereira de Brito e sua esposa D. Maria Cordeiro Muniz Falcão, que chega a Pesqueira com a idade de 27 anos.
Na vida pública deste patrono está o exercício, desempenhado por várias vezes, de juiz municipal e de órfãos; fez parte da Câmara, presidindo-a; chefe do Partido a que se filiara e, por último, já com o título nobiliárquico foi, no advento da República, Intendente Municipal. Faleceu com 72 anos de idade, no Recife, a 10 de janeiro de 1894.
A cadeira que ora tomo assento foi ocupada pela primeira vez pelo Exmº Desembargador Dr. Itamar Pereira da Silva, nascido na vizinha cidade de Belo Jardim. Filho de Dina (mulher batalhadora) e Oscar Pereira (poeta apaixonado por Belo Jardim).
O Sr. Itamar Pereira da Silva se formou pela Faculdade de Direito do Recife, em 1954 sendo o laureado da turma.
Sua carreira profissional, modesta, não poderia ser mais bem sucedida. Entre seus iguais, ocupou posição de relevo. Foi Juiz Corregedor Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça.
Em momentos de reflexão diz: “Se num sonho, eu estivesse diante Deus, absolutamente sozinho, sem a mais mínima companhia e ele me perguntasse em segredo o que ainda ambiciono da vida, eu responderia, nada mais. Agora é só agradecer. Encurvar-me de joelhos.”
Se alguém me perguntasse: Sebastião o que sentes neste exato momento? Eu responderia: “Estou feliz. Feliz sim, porque sei que minha responsabilidade hoje aumenta e que investido desse status, cabe-me o dever de, junto a esta plêiade de homens e mulheres intelectuais da poesia, da prosa e da arte ser instrumento do “fazer as coisas”.
Servir deve ser o nosso papel como agentes de desenvolvimento e crescimento dos valores que dão rumo à nossa cultura, contribuindo para que a educação e a cultura da nossa querida Pesqueira, do nosso Estado, do Brasil e do Mundo sejam preservadas e vivenciadas!
Um povo que despreza suas tradições e esquece seus valores mais substanciais está em pecado capital! Está penalizando as futuras gerações... Está suprimindo a dinâmica da vida, pois a vida sem a preservação da cultura e da educação perde o seu verdadeiro sentido.
É aqui, nesse sodalício, que nós, imortais, poderemos exercitar nossos sentimentos de caridade. Caridade que não é simplesmente dar esmolas, levar comida aos necessitados, é na verdade muito mais que isso! É viver e acreditar no amor como fonte de energia que pode nos fazer humildes, respeitosos, fraternos, generosos! É deixar a soberba de lado, é viver, amando-nos uns aos outros e fazendo aos outro o que gostaríamos que nos fosse feito.
São Paulo define a condição humana em uma de suas epístolas: a glória do mundo é transitória. E, mesmo sabendo disso, o homem sempre parte em busca do reconhecimento pelo seu trabalho.
Qual o ser humano que não se ensoberbece diante de uma censura que qualifica seu trabalho como digno de apreciação e estudo?!
Quero deixar registrado neste momento de júbilo em que me encontro, que devo estes louros a meus genitores: Áurea e Antonio Fernandes, saudosa memória, que souberam me educar para a vida; a meu irmão José Gomes Fernandes, já falecido, criatura de modos simples, mas de um coração bom e meigo; a minha esposa que soube suportar e levar adiante nossos propósitos de vida, mesmo nos momentos difíceis; aos meus filhos e netos, minha razão de viver! Sei que em vocês deixarei registrado para sempre a minha presença neste plano.
A meus irmãos, que cultivam os valores que dão sustentação e dinamicidade à vida; a meus genros, noras, sogro – (falecido recentemente) e sogra, cunhados e amigos que me prestigiam com suas presenças e/ ou com suas lembranças, meus agradecimentos.
Obrigado a toda esta assembleia que nos honra e nos engrandece fazendo com que esta noite seja sem precedente e que saiamos daqui maravilhados e felizes.
Cabe sem dúvida a nós, acadêmicos, e as pessoas de boa vontade levar em consideração a grave crise porque passa a família, particularmente nos dias de hoje. Os valores morais e éticos estão sendo deixados de lado, contribuindo para que a vida do jovem de hoje e das futuras gerações venham a ter dificuldades quanto ao enfrentamento das demandas que a vida lhes proporciona e cobra. Viver é bom, mas viver em harmonia, em fraternidade é muito melhor.
Colocarmos em prática a caridade e o amor faz parte da busca da paz e felicidade que tanto procuramos. Acredito que a Instituição Acadêmica de que agora faço parte tem uma responsabilidade muito grande e o dever de tentar contribuir para a melhoria da formação educacional, intelectual, moral e ética da nossa comunidade, da humanidade!
E esse é o meu compromisso: somarei meus esforços a essa Academia!
Muito Obrigado.
Exmº Sr. Presidente da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.
Dr. Aluiz Tenório de Brito.
Autoridades civis e eclesiásticas.
Minhas Senhoras e Meus Senhores.
Prezados Acadêmicos.
Aqui estou como o iluminado, filho da querida cidade de Bom Conselho – a cidade das escolas -, terra que me viu nascer e onde vivi boa parte da minha vida; que me permitiu desbravar as barreiras e encruzilhadas que a vida nos proporciona, que foi fundamental na estruturação de minha personalidade.
Eis-me aqui, feliz e orgulhoso, como filho adotivo que hoje o sou desta querida e amada Pesqueira, terra que me adotou como Cidadão através da Resolução nº 02/2008, de Autoria do Vereador Lenivaldo Soares dos Santos e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal, em 18 de abril de 2008, sendo seu presidente o Vereador Sebastião Luciano Leite.
Sei e estou consciente da minha responsabilidade ao tomar posse na Cadeira de nº 27, a qual tem como patrono o Coronel Cândido Xavier Pereira de Brito – agraciado com o título de 2º Barão de Cimbres. Filho do Dr. Francisco Xavier Pereira de Brito e sua esposa D. Maria Cordeiro Muniz Falcão, que chega a Pesqueira com a idade de 27 anos.
Na vida pública deste patrono está o exercício, desempenhado por várias vezes, de juiz municipal e de órfãos; fez parte da Câmara, presidindo-a; chefe do Partido a que se filiara e, por último, já com o título nobiliárquico foi, no advento da República, Intendente Municipal. Faleceu com 72 anos de idade, no Recife, a 10 de janeiro de 1894.
A cadeira que ora tomo assento foi ocupada pela primeira vez pelo Exmº Desembargador Dr. Itamar Pereira da Silva, nascido na vizinha cidade de Belo Jardim. Filho de Dina (mulher batalhadora) e Oscar Pereira (poeta apaixonado por Belo Jardim).
O Sr. Itamar Pereira da Silva se formou pela Faculdade de Direito do Recife, em 1954 sendo o laureado da turma.
Sua carreira profissional, modesta, não poderia ser mais bem sucedida. Entre seus iguais, ocupou posição de relevo. Foi Juiz Corregedor Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça.
Em momentos de reflexão diz: “Se num sonho, eu estivesse diante Deus, absolutamente sozinho, sem a mais mínima companhia e ele me perguntasse em segredo o que ainda ambiciono da vida, eu responderia, nada mais. Agora é só agradecer. Encurvar-me de joelhos.”
Se alguém me perguntasse: Sebastião o que sentes neste exato momento? Eu responderia: “Estou feliz. Feliz sim, porque sei que minha responsabilidade hoje aumenta e que investido desse status, cabe-me o dever de, junto a esta plêiade de homens e mulheres intelectuais da poesia, da prosa e da arte ser instrumento do “fazer as coisas”.
Servir deve ser o nosso papel como agentes de desenvolvimento e crescimento dos valores que dão rumo à nossa cultura, contribuindo para que a educação e a cultura da nossa querida Pesqueira, do nosso Estado, do Brasil e do Mundo sejam preservadas e vivenciadas!
Um povo que despreza suas tradições e esquece seus valores mais substanciais está em pecado capital! Está penalizando as futuras gerações... Está suprimindo a dinâmica da vida, pois a vida sem a preservação da cultura e da educação perde o seu verdadeiro sentido.
É aqui, nesse sodalício, que nós, imortais, poderemos exercitar nossos sentimentos de caridade. Caridade que não é simplesmente dar esmolas, levar comida aos necessitados, é na verdade muito mais que isso! É viver e acreditar no amor como fonte de energia que pode nos fazer humildes, respeitosos, fraternos, generosos! É deixar a soberba de lado, é viver, amando-nos uns aos outros e fazendo aos outro o que gostaríamos que nos fosse feito.
São Paulo define a condição humana em uma de suas epístolas: a glória do mundo é transitória. E, mesmo sabendo disso, o homem sempre parte em busca do reconhecimento pelo seu trabalho.
Qual o ser humano que não se ensoberbece diante de uma censura que qualifica seu trabalho como digno de apreciação e estudo?!
Quero deixar registrado neste momento de júbilo em que me encontro, que devo estes louros a meus genitores: Áurea e Antonio Fernandes, saudosa memória, que souberam me educar para a vida; a meu irmão José Gomes Fernandes, já falecido, criatura de modos simples, mas de um coração bom e meigo; a minha esposa que soube suportar e levar adiante nossos propósitos de vida, mesmo nos momentos difíceis; aos meus filhos e netos, minha razão de viver! Sei que em vocês deixarei registrado para sempre a minha presença neste plano.
A meus irmãos, que cultivam os valores que dão sustentação e dinamicidade à vida; a meus genros, noras, sogro – (falecido recentemente) e sogra, cunhados e amigos que me prestigiam com suas presenças e/ ou com suas lembranças, meus agradecimentos.
Obrigado a toda esta assembleia que nos honra e nos engrandece fazendo com que esta noite seja sem precedente e que saiamos daqui maravilhados e felizes.
Cabe sem dúvida a nós, acadêmicos, e as pessoas de boa vontade levar em consideração a grave crise porque passa a família, particularmente nos dias de hoje. Os valores morais e éticos estão sendo deixados de lado, contribuindo para que a vida do jovem de hoje e das futuras gerações venham a ter dificuldades quanto ao enfrentamento das demandas que a vida lhes proporciona e cobra. Viver é bom, mas viver em harmonia, em fraternidade é muito melhor.
Colocarmos em prática a caridade e o amor faz parte da busca da paz e felicidade que tanto procuramos. Acredito que a Instituição Acadêmica de que agora faço parte tem uma responsabilidade muito grande e o dever de tentar contribuir para a melhoria da formação educacional, intelectual, moral e ética da nossa comunidade, da humanidade!
E esse é o meu compromisso: somarei meus esforços a essa Academia!
Muito Obrigado.