Políticos montam seu “Estilo” motes de campanha conforme perfil do eleitor!
Acho que sou, dentre tantos eleitores, descrente e desestimulado a ficar diante à televisão e/ou a ouvir o rádio, programa eleitoral – guia eleitoral.
Fico a me perguntar: O que falta para que tais programas passem a ser mais atrativos e que chamem a nossa atenção para os princípios que norteiam confiança e propósitos de ações governamentais e que visem o melhor para o povo e para a sustentabilidade do estado?
Se detivermo-nos aos conteúdos que nos são apresentados ficamos decepcionados com o baixo nível dos programas eleitorais. Por outro lado, observamos que, face ao baixo nível de escolaridade da nossa população, são estímulos para que assim se proceda. Para maior aclaramento transcrevemos o perfil do nosso eleitorado hoje segundo o TSE: 5,9% de analfabetos; 14,5% só leem e escrevem; 33,09% completam o ensino fundamental; 13,19 chegaram ao final do ensino médio; 3,83% concluíram o curso superior.
Como vimos, não há estímulos para tais candidatos se preocuparem com programas de qualidade e que nos forneça subsídios para uma boa reflexão e análise do que venha a ser na verdade necessário fazer para que o eleitor possa sentir-se seguro para decidir pelo programa que acha mais convincente e que tenha chances de ser aplicado, posto em prática em favor da nação e do estado.
Para os políticos – com exceções - é mais fácil criar metáforas e fantasias em programas mirabolantes e sem alcance quaisquer para a melhoria do povo e do estado – não há comprometimento -, há sim, fantasmagorias sem sequer se preocuparam com a verdade e com o bem estar da população! Porque é assim que se poderá alcançar o eleitor menos desavisado, sem nenhum senso crítico do que lhes é apresentado, a exemplo do novo personagem que o presidente Lula nos apresentou quando de sua visita a Caetés e Garanhuns: quando compara a candidata Dilma Russeff a Jesus Cristo! Que blasfemia!!! Mas é assim que as pessoa sem escrúpulos agem para conseguir e/ou permanecer no poder.
É esta a representação que nos é apresentada a cada eleição. Onde estão os critérios que dirigem e orientam a política como arte e princípio ético em favor do mais puro sentimento do dever de servir sem distinção, com respeito à dignidade do ser humano, à preservação do planeta?
Uma vez que o quadro hoje existente favorece a estes “bem feitores da humanidade”, não há como se preocuparem com o grau de educação desse povo que por pura ignorância os colocam no poder.
É preciso, é necessário que as pessoas de bom senso – políticos, a sociedade através das suas instituições: ONG s, associações de classes: sindicatos, cooperativas, etc., atentem para o que aí esta e que vão às ruas, à praça pública, aos meios de comunicação - rádio televisão, jornal e internet - denunciar estes desmandos e cobrar atitudes firmes, fortes e dinâmicas em favor da educação. Pois vejo que só a educação será capaz de tornar as pessoas, mais criticas, mais conscientes e envolvidas no processo de crescimento e desenvolvimento de um povo, do estado.
Se formos esperar por ações e atitudes advindas da classe política, estaremos “malhando em ferro frio”.
Nós, os mortais, estamos muito longe da perfeição, mas por ordem das coisas estamos a cumprir com nosso dever de ser, de existir, sempre à procura do nosso bem e o dos nossos semelhantes. Cabe sim responsabilidade a cada individuo neste planeta de trabalhar para que o mundo seja um pouco melhor! Que não se use do poder em favor próprio ou de grupos, pois a história não perdoa, cabe a cada um as consequências dos seus atos. Aqui e além!
As pessoas – eleitores -, também são responsáveis por suas escolhas; se escolhermos mal estaremos possivelmente contribuindo para que o futuro dos nossos filhos e netos seja indefinido...
“O futuro a Deus pertence”, não o futuro é responsabilidade de cada uma de nós. Deus, o Grande Arquiteto do Universo, já nos deu o livre-arbítrio e a inteligência para que façamos bom uso deles.
Pesqueira, 25 de julho de 2010
Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor e poeta.
Membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes
Sócio da UBE-PE.