terça-feira, 27 de julho de 2010

COISAS DA POLÍTICA


Políticos montam seu “Estilo” motes de campanha conforme perfil do eleitor!

Acho que sou, dentre tantos eleitores, descrente e desestimulado a ficar diante à televisão e/ou a ouvir o rádio, programa eleitoral – guia eleitoral.
Fico a me perguntar: O que falta para que tais programas passem a ser mais atrativos e que chamem a nossa atenção para os princípios que norteiam confiança e propósitos de ações governamentais e que visem o melhor para o povo e para a sustentabilidade do estado?
Se detivermo-nos aos conteúdos que nos são apresentados ficamos decepcionados com o baixo nível dos programas eleitorais. Por outro lado, observamos que, face ao baixo nível de escolaridade da nossa população, são estímulos para que assim se proceda. Para maior aclaramento transcrevemos o perfil do nosso eleitorado hoje segundo o TSE: 5,9% de analfabetos; 14,5% só leem e escrevem; 33,09% completam o ensino fundamental; 13,19 chegaram ao final do ensino médio; 3,83% concluíram o curso superior.
Como vimos, não há estímulos para tais candidatos se preocuparem com programas de qualidade e que nos forneça subsídios para uma boa reflexão e análise do que venha a ser na verdade necessário fazer para que o eleitor possa sentir-se seguro para decidir pelo programa que acha mais convincente e que tenha chances de ser aplicado, posto em prática em favor da nação e do estado.
Para os políticos – com exceções - é mais fácil criar metáforas e fantasias em programas mirabolantes e sem alcance quaisquer para a melhoria do povo e do estado – não há comprometimento -, há sim, fantasmagorias sem sequer se preocuparam com a verdade e com o bem estar da população! Porque é assim que se poderá alcançar o eleitor menos desavisado, sem nenhum senso crítico do que lhes é apresentado, a exemplo do novo personagem que o presidente Lula nos apresentou quando de sua visita a Caetés e Garanhuns: quando compara a candidata Dilma Russeff a Jesus Cristo! Que blasfemia!!! Mas é assim que as pessoa sem escrúpulos agem para conseguir e/ou permanecer no poder.
É esta a representação que nos é apresentada a cada eleição. Onde estão os critérios que dirigem e orientam a política como arte e princípio ético em favor do mais puro sentimento do dever de servir sem distinção, com respeito à dignidade do ser humano, à preservação do planeta?
Uma vez que o quadro hoje existente favorece a estes “bem feitores da humanidade”, não há como se preocuparem com o grau de educação desse povo que por pura ignorância os colocam no poder.
É preciso, é necessário que as pessoas de bom senso – políticos, a sociedade através das suas instituições: ONG s, associações de classes: sindicatos, cooperativas, etc., atentem para o que aí esta e que vão às ruas, à praça pública, aos meios de comunicação - rádio televisão, jornal e internet - denunciar estes desmandos e cobrar atitudes firmes, fortes e dinâmicas em favor da educação. Pois vejo que só a educação será capaz de tornar as pessoas, mais criticas, mais conscientes e envolvidas no processo de crescimento e desenvolvimento de um povo, do estado.
Se formos esperar por ações e atitudes advindas da classe política, estaremos “malhando em ferro frio”.
Nós, os mortais, estamos muito longe da perfeição, mas por ordem das coisas estamos a cumprir com nosso dever de ser, de existir, sempre à procura do nosso bem e o dos nossos semelhantes. Cabe sim responsabilidade a cada individuo neste planeta de trabalhar para que o mundo seja um pouco melhor! Que não se use do poder em favor próprio ou de grupos, pois a história não perdoa, cabe a cada um as consequências dos seus atos. Aqui e além!
As pessoas – eleitores -, também são responsáveis por suas escolhas; se escolhermos mal estaremos possivelmente contribuindo para que o futuro dos nossos filhos e netos seja indefinido...
“O futuro a Deus pertence”, não o futuro é responsabilidade de cada uma de nós. Deus, o Grande Arquiteto do Universo, já nos deu o livre-arbítrio e a inteligência para que façamos bom uso deles.

Pesqueira, 25 de julho de 2010
Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor e poeta.
Membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes
Sócio da UBE-PE.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

VINTE E CINCO DE JULHO DIA NACIONAL DO ESCRITOR




“Em 1960, por decreto governamental, o dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional do Escritor. Tal iniciativa foi fruto do sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores - UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado”. ”A pergunta que se faz, ao nos debruçarmos sobre a importância dessa data, é: no que concerne aos escritores do Rio Grande do Norte, o que temos para comemorar? Aqueles que têm dedicado o seu labor literário, buscando a palavra, a mais exata e com teor estético que busca alcançar a perfeição, têm encontrado, nestas plagas, dificuldades das mais diversas para publicação e difusão de suas obras”. Olívio de Oliveira, Advogado, escritor e poeta.

Um bom momento para que façamos uma reflexão sobre a importância do escritor na vida da sociedade, dos homens. Não poderia deixar passar em branco este dia comemorativo!
Acho que a figura do escritor está para a sociedade e os homens, como o sangue que transporta o alimento e que dá sustentação à vida!
O homem sobrevive porque se alimenta. Se lhe falta os ingredientes necessários a suprir suas necessidades fundamentais, não há como sobreviver... Assim poderemos fazer uma analogia com a sobrevivência da sociedade, que sem o escritor perderia sua razão de viver... É através da dedicação, da astúcia, da intransigência e da harmonia que lhe é própria que se documenta, faz-se história e preserva-se a cultura de um povo.
É o escritor aquele indivíduo abalizado nos pilares da educação quem leva aos homens as informações necessárias para o desenvolvimento de sua formação intelectual, moral e ética.
É o escritor que faz história, que registra os fatos e atos dos homens no meio onde vive, no planeta, no mundo!
Graças à figura desse ser é que a humanidade vem fazendo história, marcando sua presença através dos tempos, deixando marcas desde os períodos mais longínquos, quer em cavernas, lápides, pergaminhos, máquinas de escrever, do livro, ou mais recentemente através do computador.
É o escritor o artista que modula e modela a escrita em favor do bem comum.
É esse homem um abençoado filho de Deus a serviço do desenvolvimento e do crescimento da sociedade. Pois sua missão é documentar, demandar e criar expectativas para que as criaturas se descubram e conheçam e partam para desenvolver suas missões em favor do seu próximo e de si mesmo. Mas é também o escritor responsável por criações e colocações de escritos que seja prejudicial à sociedade e ao homem como um todo. Aí cabe uma boa observação e cuidado com tais informações!
Não fosse a literatura nós estaríamos desprovidos de alimentos que são responsáveis pela saúde da nossa psique, do nosso intelecto. É na literatura que vamos encontrar substância e fortaleza para construirmos nosso ego, mundo.
Se me perguntarem por que escrevo eu respondo: Porque espero que meus escritos possam contribuir para a melhoria do mundo onde vivemos – o que hoje estamos a presenciar nos deixa cada vez mais acabrunhados, intranquilos e absortos - e que os objetivos do Grande Arquiteto do Universo sejam alcançados o mais cedo possível: que é, sem sombra de dúvida, a Caridade, a fraternidade e o amor!
Pesqueira, 20 de julho de 2010
Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, escritor e poeta.
Membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes.