Decidi-me a fazer parte de uma agremiação acadêmica por acreditar em seus propósitos, em seus objetivos. Por entender que como escritor e poeta posso melhor contribuir para com a educação e a cultura do nosso Município, do nosso Estado e do País.
Hoje estou investido dessa grande responsabilidade graças à benevolência e espontaneidade que me foi prestada e ao mesmo tempo outorgada, minha inclusão na plêiade de homens e mulheres que compõem nossa egrégia Academia.
O tempo passa e cada vez mais me sinto envolvido e entusiasmado com as expectativas e a possibilidade de poder contribuir para o engrandecimento da nossa instituição. Vejo-me como um soldado a serviço do desenvolvimento e do desempenho da nossa cultura e da nossa educação.
Acho que é dever de cada acadêmico disponibilizar-se a cumprir os verdadeiros objetivos que deram forma e estrutura a sua academia. As academias não devem ser templos, campos de ação em que o espírito de panelinhas possa revelar-se mais aberta e desenvoltamente. Seu verdadeiro objetivo não é não deve ser fundamentado na prática da lisonja, não é o trocar constante de elogios bajulatórios, nem a troca de láureas e títulos honoríficos. Acaso fosse esta a prática e os preceitos acadêmicos, estar-se-ia instrumentalizando a vaidade pessoal, e o orgulho humano, que acarretariam, certamente, em limitação ao progresso das letras que é sua essência e sua competência.
A academia que não se volta e/ou não se propõe colocar a cultura como sua maior e mais importante meta está fadada a não abrir os ideais de ascensão da alma de uma nação, mostra-se que não se preocupa com os recursos da língua nacional, deixando de cuidar de sua preservação com todos os seus caracteres expressionais de beleza e pureza idiomática.
Ser acadêmico para mim não é apenas ter a posse de um Fardão, de um Medalhão e no dia de sua posse apresentar-se à sociedade com mais um “Intelectual”. Pois a intelectualidade se manifesta na verdade se fizermos dela um veículo de disseminação da nossa cultura. Se pudermos contribuir para que a sociedade se beneficie do nosso trabalho. Se a instituição Acadêmica tornar-se conhecida e partícipe dos movimentos culturais e educacionais do município onde está operando.
Acho que cada membro deve está consciente de suas responsabilidades como agentes de desenvolvimento sociocultural, como divulgador e incentivador da nossa cultura, bem como formador de opiniões! Caso contrário o papel da nossa Academia perderá, deixará de exercer sua verdadeira função, seu verdadeiro papel. Que é sem dúvida ser um instrumento a disposição da comunidade tendo como visão o seu desenvolvimento intelectual, educacional e cultural.
Academia que não tenha consciência de si mesma, da sua função, da sua autoridade, do seu ministério, da sua força jamais poderá tornar-se um órgão de vital importância no desenvolvimento histórico e cultural do Município, do Estado e do País.
Sebastião Gomes Fernandes – Sociólogo, Escritor e Poeta
Membro de Academia Pesqueirense de Letras e Artes e Sócio da UBE - PE