DISCURO DE POSSE NA
PRESIDENCIA DA ACADEMIA PESQUEIRENSE DE LETRAS E ARTES.
SEBASTIÃO GOMES FERNANDES.
Exatamente há dois anos
e quatro dias em uma solenidade igual a esta eu tomava posse como Acadêmico
Titular da cadeira nº 27. Sendo meu antecessor o Desembargador Itamar Pereira
da Silva e como Patrono Coronel Cândido Xavier Pereira de Brito.
Convocado pelos meus
pares a conduzir os destinos da nossa Academia elegem-me seu Presidente. Por
decisão soberana – o voto.
Sendo um amante das letras e das
artes e acreditando na importância desta instituição como incentivadora e
divulgadora das letras e das artes, portanto da cultura de seu povo foi que me
dispôs e aceitei tamanho desafio e responsabilidade.
Sei da importância e da responsabilidade
desta missão e que é meu dever traçar o rumo e o destino da nossa Academia para
o biênio 2012/2014.
Investido
deste mandato, é meu dever conduzir nossa Academia ao seu verdadeiro objetivo
com muito amor e obstinação.
Acreditando
na melhoria do ser humano como predestinado ao bem, e na incumbência a mim
confiada, farei o possível para que o desenvolvimento sociocultural de nosso
povo seja despertado e posto em evidência.
Contarei
com a compreensão, o apoio, e a dedicação de todos os nobres companheiros, em
particular as novas confreiras que hoje enriquecem nosso quadro social, e, os
convoco para que de mãos dadas façamos cumprir com hombridade nossa missão.
Elevar
o mais alto possível nossa cultura, nossa arte!
Sou uma pessoa de caráter firme e de
propósitos. Ao assumir um compromisso, não meço esforços para que o mesmo seja
posto em ordem e executado, satisfazendo assim aos objetivos e metas que se
pretende alcançar.
Tenho comigo que uma grande
responsabilidade é requisito para viver, amar, servir e ser feliz. Este o
propósito da vida! Viver é enfrentar desafios, é ir à luta! É não desistir.
Estou consciente de que muito temos
que fazer como instituição voltada para a causa da educação, da arte e da
cultura, particularmente do nosso Município e quiçá de Pernambuco e do Brasil.
Para que não percamos nossa
identidade é nosso dever, como membros desta honrosa sociedade, cuidar para que
as atividades literárias e culturais sejam exercitadas por todas as pessoas que
gostem de tal prática e estimular aquelas que por uma razão ou outra não tomem
sequer conhecimento da magia que o estudo das letras e das artes proporciona ao
espírito humano. Magia que encanta, embeleza e dá sentida a vida!
Já pensou a vida sem a magia da
prosa, da poesia, e da melodia?!... Do amor e da vontade de ser feliz e se ter
paz!
É dever de toda instituição voltada
para a formação educacional, a literatura e as artes trabalhar no sentido de
fazer com que as relações entre os indivíduos passem a ser mais amigáveis,
sinceras, fraternas e respeitosas, pois estes valores estão desaparecendo,
principalmente entre a juventude, comprometendo dessa forma o futuro da
família, da Humanidade!
A Acadêmica Fátima Quintas, a atual Presidente
da Academia Pernambucana de Letras diz: A literatura consiste no tesouro mais
valioso que a humanidade acumulou em busca de compreender-se a si mesma.
Como vemos por sua importância na
vida das pessoas e pela contribuição benéfica que incute na sociedade é que
devemos cultivá-la e amá-la sempre. Divulgando-a e levando-a a todas as pessoas
sem distinção.
Tal
incentivo deverá servir de estímulo para desbravar a mata adensada que emperra
o desenvolvimento da literatura, da arte e da cultura...
Para que se alcance bons resultados
dever-se-á ir até a escola e na escola contatar com professores, alunos e
dirigentes; ir às secretarias municipais ligadas ao desenvolvimento sociocultural
do município; câmara de vereadores, entre outras instituições... Envolver a
sociedade pesqueirense e as cidades que fazem parte da nossa jurisdição na
causa maior de cidadania: Que é a liberdade de expressão e de manifestação de
suas aspirações. Apoiar todo e qualquer evento que trate de manifestações
culturais e artísticas.
Tentar criar uma nova mentalidade em
nossas comunidades de que um povo educado hoje será um povo feliz amanhã e quem
assim proceder será lembrado pelas gerações seguintes pelo que de bom se deixou
para elas.
O ex-presidente da Academia
Brasileira de Letras por duas vezes, o Acadêmico Marcos Vinícius Rodrigues
Vilaça, que por sinal é pernambucano em seu discurso de posse em 2009 diz que A
Academia não existe para entesourar cultura, mas para socializá-la.
É justamente com
esta ideia que venho assumir os destinos da nossa Academia. Acho que é nossa
obrigação cuidar, zelar sim pela nossa cultura, sem, contudo, aprisioná-la!
A
cultura é a expressão maior da vida de um povo: seus costumes, suas
descobertas, suas aventuras, seus dissabores, sua música, suas manifestações
artísticas, sua língua falada e escrita e suas aspirações...
A cultura é real, ativa
e dinâmica, e deve ser trabalhada com carinho e respeito a sua tradição e
criação.
A
maneira como nos comportamos diante dos outros respeitando as contrariedades é
o caminho para uma boa convivência. Isto também é cultura. Diversidade cultural é fator de união e não
caminho de separação.
Ajustar a nossa
Academia de Letras e Artes a realidade atual e refletir sobre linguagem, artes
e tecnologias deve fazer parte do plano de trabalho de qualquer administrador.
Administrar
é ter um olho no programa e dois no propósito. Segundo Marcos Vinícius
Rodrigues Vilaça.
Uma vez
perdendo esta identidade qualquer administrador estará fadado a perder seu brilho,
sua fonte de irradiação, deixando para trás sonhos e esperanças no futuro
promissor nosso e das novas gerações que estão despontando e a despontar!...
O mundo em que vivemos hoje, está a
nos cobrar trabalho, determinação, conhecimento, competência e honestidade. As
mudanças, as transformações surgem ao fecharmos os olhos. Estão chegando com
uma velocidade talvez superior a velocidade da luz!!!...
Nós – Acadêmicos - somos os
guardiões e responsáveis pelo estímulo e incentivo à educação e às artes, pois,
o futuro do ser humano está na dependência de sua formação intelectual.
No dia a dia, fora e dentro da nossa
Academia, é obrigação protegermos a invenção da língua, que os humanos
conceberam e repararam em submissão a sua vontade, e o resguardo do segredo da
arte.
É nosso propósito chamar a atenção
dos nossos confrades e confreiras, das autoridades e da sociedade para a
importância que se deve dispensar a formação educacional, o desenvolvimento da
arte do povo. “Povo educado é povo desenvolvido”!
Estou sim preparado para receber os
desígnios da presidência desta ilustre Academia Pesqueirense de Letras e Artes.
Distinção esta que os ilustres membros me concedem e que tanto me honra.
Há
muito que fazer. Farei o possível para tornar nossa Academia presente passando
a ser vista e ouvida. Convoco mais uma vez afetivamente os nobres colegas que
me conduziram a esta tarefa para que juntos elevemos o nome da nossa Academia
com serviços prestados às comunidades de nossa jurisdição: Pesqueira, Sanharó,
Alagoinha, Poção e Arcoverde.
Muito temos que fazer!... Mas acho
que pesa sobre nossa responsabilidade a preocupação de colocar em prática ação
que possa contribuir para melhorar a vida em família. O planeta está passando
por uma onda de violência e de desamor que preocupa qualquer cristão!...
Toda esta avalanche, toda esta perda
de valores que vem desestruturando a família, a sociedade e as relações são
frutos da formação desregrada da família. Vejo que o caminho para a
reestruturação da família está na formação educacional dessa família!...
Agradeço a Deus por ter aportado-me
lá das plagas das terras do papacaça – Minha Querida Bom Conselho – a esta
terra maravilhosa do doce, da renda e da graça – Pesqueira -, que me adotou
como seu filho!
Agradeço aos amigos que se abraçam
comigo e desejam-me com sinceridade sucesso nesta minha empreitada!
Agradeço de coração, à minha
família: Mulher, filhos, netos, genros e noras. In memoriam de meus pais:
Antonio e Áurea Fernandes e ao irmão José Gomes Fernandes.
Quero registrar o trabalho
silencioso, modesto, mas profícuo do nosso antecessor, nosso confrade e amigo
Leonides Oliveira Caraciolo a quem aprendi a admirar pela sua modéstia, simplicidade
e caráter ilibado.
Assumo a missão. Mais que isso:
assumo o desejo e a paixão pelo trabalho. Conto, sinceramente, com todos vocês!
Muito Obrigado.
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