O resultado de uma
eleição deve ser esperado com a mesma ansiedade e expectativa de alguém que
espera a chegada de um (a) herdeiro.
Nesse
herdeiro depositamos todas as nossas esperanças, que tenha uma vida
fundamentada em princípios honestos, sinceros, corretos, humanitários, que o
leve a prosperidade, ao progresso! No entanto precisamos cuidar muito bem desse
rebento, com uma alimentação saudável e nutritiva indispensável e rica em sais
minerais, proteínas, energéticos, carboidratos e gorduras.
Analogicamente
devemos ter o cuidado e o dever de votar conscientemente no candidato que
esteja bem alimentado com todos os nutrientes que o espírito do bem deve
possuir para se manter com dignidade, com respeito por si mesmo e para com o
povo no gerir a coisa pública! Maus gerenciadores haverão de arcar com as
consequências em alguns momentos de suas vidas. Fiquem certos!
O
tempo das promessas mirabolantes e fantasiosas, mentirosas e maquiavélicas está
se exaurindo!... O derrame de dinheiro que ninguém sabe de onde vem nos leva a
crer que o destino do comando da coisa pública – sabe-se lá, nas mãos de quem
ficará? Permanecerá na mão daquele candidato que está disposto a trabalhar pelo
povo, pelo menos favorecido, pelo crescimento do município e o desenvolvimento
socioeconômico da população?!... ou daquele que vai procurar reaver em dobro,
triplo... o que foi gasto?!
Este
quadro que vivenciamos nos leva a perguntar, haverá meios e/ou condições para
que a sociedade encontre uma saída para modificar o que de podre e vergonhoso
nossos políticos deixam como exemplo à juventude, a quem o futuro pertence? Acho
que cabe ainda aos homens de boa vontade e de caráter não deixar que mal
feitores travestidos de bonzinhos se aproveitem e assumam o comando dos nossos
municípios.
O
que observamos é o uso e abuso do erário público sem que haja sequer
preocupação dos órgãos públicos encarregados de fiscalização e acompanhamento
da aplicação correta destes recursos que nós os contribuintes fomos por norma
obrigados a pagar.
Estamos
vivendo em um país onde as leis não são levadas em consideração pelos que se
acham e/ou estão investidos de poder mesmo que temporariamente. O que se
observa é que tanto os poderes legislativos, como os executivos usam e abusam
de prerrogativas que os normativos constitucionais lhes facultam e se auto-remuneram,
vergonhosamente criam ens formas de barganhar mais dinheiro – auxilio paletó,
auxílio moradia etc, e por aí vão os escândalos sem que o Estado sequer tome
conhecimento.
7
de outubro está chegando e nos, os eleitores, poderemos fazer alguma coisa.
Podemos tentar acertar votando naquele candidato que tenha história, que tenha
“ficha limpa”, que demonstrem capacidade de trabalho e competência para por
ordem na casa...
Somos
os responsáveis pela escolha dos nossos futuros representantes, legisladores e
executores. Nossos municípios precisam proporcionar melhores condições de vida
a seus filhos. E para que isto venha a acontecer temos que valorizar nosso
voto! Sufragando bem e criteriosamente. Não venda seu voto! Ame com orgulho o
solo que lhe acolheu e lhe garante a sobrevivência. Só o voto consciente fará
deste Brasil um País forte e próspero!
Sebastião Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor
e Poeta
Sócio Efetivo da Academia
Pesqueirense de Letras e Artes.