“Festas
juninas ou festas dos santos
populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente
relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia
24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na
Idade Média.’’
Celebrações
essas particularmente importantes no Norte da Europa - Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia,
Lituânia, Noruega e Suécia -, encontradas
também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha, França, Itália, Malta, Portugal,
Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá,
Estados Unidos, Porto Rico, e Austrália.
Comemorar
o São João no Brasil faz parte da nossa cultura. Festejos que chegou até nós trazida
pelos portugueses que se enraizou e hoje faz parte da nossa tradição que nos proporcionam
alegria e satisfação quando de sua chegada. Neste festejo evidencia-se dois
momentos que caracteriza a fé do cristão por meio de orações de agradecimentos
e de satisfações do ego de cada participante. Uma vez cumpridas os cerimoniais
religiosas vem em seguida momentos profanos. A festa propriamente dita para
aqueles que são festeiros.
Tais comemorações têm sua
autentica manifestação no nordeste brasileiro como festejos dinâmicos e
garbosos a alegrar os corações de todos os forrozeiros desse rincão nordestino!
O povo esbalda-se e dedicam-se a um dos maiores eventos culturais da região.
Pelo resto do país muito pouco se faz para abrilhantar referida comemoração. O
São João é a verdadeira festa caipira do nosso querido nordeste. Terra de
homens e mulheres – cabra da peste -, expressão popular usada no sertão
nordestino do Brasil. O cabra da peste também cantada pelo nosso mais famoso
sanfoneiro o eterno Luiz Lua Gonzaga. Cujo nome da canção é na verdade “Cabra
da Peste”.
Com
esta e outras canções Gonzagão e outras expressões da nossa musica regional nos
leva a festejar o São João com sentimentos característicos desse querido rincão
brasileiro. Pelo que vemos e acompanhamos as comemorações não só do São João,
mas de Santo Antonio e São Pedro, nossos santos populares.
Mês
de junho tem como incentivo o período junino que traz consigo o signo da
alegria e das manifestações populares através dos acordes de instrumentos
musicais como: a sanfona (acordeão), do pandeiro, do triângulo, do tambor,
zabumba, violão, cavaquinho, o bandeiro e do reco-reco. Mês que mexe com o brio
do sertanejo que procura expressar suas emoções por meio da musica que exalta o sertão! Que canta as alegrias e
tristeza dessa gente tão sofrida, mas forte e dinâmica. Capaz de enfrentar as
augura da seca que sazonalmente os castigam.
Diante de todos esses presságios o sertanejo é
verdadeiramente um forte! Como meio de esquecer as intempéries passadas se
beneficiam deste mês de junho e aproveitam para personificar de forma simples
mais cheia de motivação e de estimulo seus anseios em busca de externar o que
de danoso está em seu interior. Todavia, em contra partida exteriorizam o que de
ruim se encontra acumulado dentro de si e que precisa ser jogado fora. A satisfação
plena de suas alegrias nos salões de baile e nas ruas coloridas onde se veem
manifestações folclóricas: quadrilhas, cirandas, cavalhadas, forró pé de serra,
xotes e baião.
As
danças que compõem o repertorio dos festejos juninos no nordeste brasileiro
são: o forró que lhe é peculiar e outros ritmos aparentados tais que o xote, o
baião, o reisado, o samba-de-coco entre outras, características da cultura
regional.
O que caracteriza nossa festa junina
são os trajes típicos e amatutados – que em algum momento fez parte marcante da
nossa cultura nordestina. Em primeiro lugar destaca-se a queima das fogueiras,
o traje matuto, o chapéu de palha e o forró que ganham destaque. Festejar
o São João é alegria do povo nordestino em particular. Viva o São João. Viva o
Nordeste. Viva o Brasil.
Pesqueira,
23 de junho de 2014. Sebastião
Gomes Fernandes, Sociólogo, Escritor, Poeta e Cronista. Membro efetivo e Presidente da Academia Pesqueirense
de Letas e Artes - APLA
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