segunda-feira, 29 de março de 2010

Governo Lula: uma avaliação

Uma visão sociológica da política social e econômica praticada pelo governo Lula.




Estamos próximos ao fim do governo Lula; é possível fazer uma avaliação das políticas sociais e econômicas dos seus governos, (2002 a 2006 e 2007 a 2010)
Quem faz esta análise não é uma pessoa versada em política, não é daqueles políticos de carteirinha, que vivem da política e não para a política. É sim, um cidadão preocupado com o desenvolvimento sócio-econômico do seu país, do seu povo! Não sendo político de carteirinha, sou por natureza um ser social e político – Sócrates. Tais características nos condicionam à categoria de seres inteligentes com toda potencialidade para fazer as coisas acontecerem de forma que atendam e satisfaçam as necessidades da nação!
Os governos do Exmo. Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram e estão sendo pautados – a meu ver – em duas principais linhas de pensamento e ações: o desenvolvimento social e o desenvolvimento econômico. Sendo sua Excelência um cidadão de origem pobre e conhecedor dos problemas econômico e social do povo, em particular da nossa região (Nordeste), era de se esperar que fundamentasse seus governos nestes dois parâmetros.
Pela minha modesta e até ignorante observação – conhecimento abalizado do processo econômico – sinto, como boa parte dos brasileiros, que nossa economia encontra-se em equilíbrio, haja visto o choque ocorrido com a quebra das economias da grande maioria dos países por este mundo afora. Mas nosso objetivo nesta crônica é na verdade avaliar a política social dos dois governos em curso.
Sabemos que uma nação só atingirá o seu índice de desenvolvimento quando houver um equilíbrio na distribuição de renda – uma distribuição mais justa e mais coerente da sua riqueza, de uma educação votada para uma formação consciente do individuo dentro do processo de crescimento em que está inserido, e na esperança média de vida. Em um avaliação realizada pela ONU, hoje nos encontramos na 39ª posição entre os países com melhor qualidade de vida do planeta. Precisamos, Senhor Presidente, sim, de trabalho para que nosso país venha melhorar no ranking mundial dos países em desenvolvimento e desenvolvido. É fundamental que para se fazer uma distribuição da renda mais justa que se criem políticas públicas que sejam voltadas para atender às carências e necessidades da maioria da população abaixo do nível de pobreza considerado pela ONU, em nosso país. Que consideravelmente é muito grande... E sua Excelência tem se preocupado com esta situação, quando cria a bolsa família, bolsa escola, o vale gás, entre outras bolsas!... Será, Senhor Presidente, este o caminho certo?
Ao analisarmos os resultados imediatos advindos dessas bolsas, vamos chegar a uma conclusão de que as famílias beneficiadas – brasileiras – estão sendo beneficiadas com “regalias”, vivendo muito bem, obrigado! Senhor Presidente, esta é na verdade uma das políticas eleitoreiras mais cruéis e maquiavélicas que se pode colocar em prática à nação brasileira. Por que a considero prejudicial? Porque está marginalizando nosso povo. Tornando-os viciados – estão sendo drogados - e aí temos como consequência uma família, uma geração viciada a não produzir nada e à espera de uma esmola para sobreviver. “ Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão” Luiz Gonzaga. Uma geração sem perspectiva de vida, sem senso de responsabilidade, é o que estas benditas bolsas estão deixando como resultado. Sou a favor de políticas que possam e que tragam trabalho e responsabilidades ao homem. E é bom lembrar que “a cada ação sempre existe uma reação.” As classes menos favorecida merecem, sim, o cuidado e a preocupação dos nossos dirigentes, mas, por outro lado, faz-se necessário cobrar-lhes algo. A vida é um presente de Deus, mas Ele nos cobra ação e atitudes para que evoluamos a caminho do bem! Atenção, Senhor Presidente! Porque o custo que será cobrado para se colocar as pessoas nos eixos – para que voltem a acreditar e valorizar o trabalho - vai ser muito alto! Senhor Presidente! A família, (sem formação educacional) está sendo levada a cultivar a crença de que basta o voto para que se saiam bem! Ganhar dinheiro sem produzir coisa alguma que possa ser justificado tal ganho, parece-me ser injusto e sem propósito. O campo está sendo esvaziado – o êxodo está sendo factível - e as cidades estão sendo abarrotadas de pessoas desqualificadas (para o trabalho), pois não têm motivação nem sentimento de responsabilidade!
Sem dúvida, há saída, Senhor Presidente. Basta botar o povo para trabalhar...

Sebastião Gomes Fernandes
Pesqueira – Pe
Sociólogo.

terça-feira, 16 de março de 2010

Associação PODE um exemplo de fé, fraternidade e doação.



Doar-se é um ato de extrema introspecção que o ser humano pode vivenciar. Basta para isto que se doe. Há poucos dias fiz uma visita cordial à Associação PODE (Portadores de Direitos Especiais) com sede em Pesqueira, fiquei impressionado ao ver o trabalho que lá é desenvolvido.
Foi aquela quinta-feira (12-02-2010) abertura oficial do nosso carnaval que me motivou a fazê-la. Fiquei curioso para conhecer de perto o trabalho que ali se faz e como é realizado.
Mantive contato com a secretária, Verônica Oliveira, que me apresentou ao Pe Bartolomeu, coordenador (responsável) direto de todo trabalho realizado. Conheci ainda o senhor Celso Cavarero, sócio fundador e grande colaborador na execução dos objetivos da Associação.
Mas o bom mesmo foi o que vi e ouvi! Conheci os devidos departamentos de assistência que se estabelecem de acordo com a necessidade que o tratamento exige e os vários profissionais envolvidos no processo de gestão das devidas áreas de atendimento, conforme cada caso requer.
Vimos mais: a dedicação de cada profissional para com seus pacientes, num verdadeiro achegamento, permite uma frequência energética positiva e curadora que só o doar-se é capaz de fazer; além disso, a participação das mães imbuídas de um espírito de fé, na expectativa e esperança de melhoria da saúde de seus queridos filhos e/ou parentes. Todos se ajudando. E é esta participação fraterna, companheira, que valida e dá harmonia ao que se faz em prol do bem estar daquelas crianças e jovem em tratamento e acompanhamento.
Fiquei consternado com o que vi. Mas ao mesmo tempo feliz por saber que apesar da inversão de valores que hoje presenciamos – é-nos apresentado a cada dia cenas de violência sem qualificação, pois a barbárie com que são praticadas nos deixa estarrecidos! – ali está se trabalhado para amenizar os sofrimentos, tentando a socialização e inclusão de seres humanos no processo evolutivo e criativo que a vida nos oferece e que é direito e oportunidade de cada ser humano tomar posse. Viver, crescer, evoluir!...
Estas contradições existem e existirão; por isso que viver não é mole não! Mas, estas me parecem ser o grande desafio que o Criador colocou em nossas mãos. Este é o processo pelo qual nós encontremos o caminho da “Salvação”... entendo que existem várias situações de salvação: trabalhar para amenizar o sofrimento daqueles que carecem da assistência social – inserção no convívio, no seio da sociedade -, assistência à saúde, visando à melhoria de vida de cada criatura marcada pelo destino, uma vez que cada um tem sua própria caminhada no processo evolutivo, que é, a meu ver, o destino do homem como criatura semelhante ao seu Criador.
A lição que aprendi foi que acima de toda e qualquer ação que se pretenda realizar em favor dos nossos irmãos, seja amor, compreensão, dedicação, se não houver a caridade que envolve trabalhar o social e o espiritual, certamente se fez muito pouco!
Mas na verdade o que quero ressaltar neste artigo é que a sociedade deve tomar conhecimento da grandiosidade do trabalho que Associação PODE presta a estas pessoas, à sociedade e ao mundo! Ah! Ia-me esquecendo de comentar sobre aquelas caixinhas que a gente encontra em algumas empresas em forma de um cofrinho com o nome POPE e que eu me perguntava: “a quem estarei ajudando?” Já posso hoje dizer que vale a pena fazer um doação, pois estaremos contribuindo para ações que podem salvar vidas! Evitar a marginalização e o desprezo de pessoas passíveis de recuperação e de inclusão na vida social e econômica, política e religiosa da nossa sociedade.
Eu, você, podemos sim deixar de lado nosso egoísmo, nosso individualismo, nossa arrogância e reservar um pouco do nosso “precioso” tempo para pensar um pouco mais em nossos irmãos que têm como trajetória uma longa e pesada tarefa para realizar em favor do seu desenvolvimento espiritual, a caminho da “salvação”, evolução. É nosso dever estarmos atentos a tais situações, pois fomos agraciados com uma vida “salutar” e é pela faculdade de sentir e ver que nos cabe uma responsabilidade muito grande: a de tentar fazer alguma coisa para aliviar os sofrimentos pelos quais passam muitos irmãos. É comum não nos apercebermos de tais sofrimentos, só quando este chega a nossa porta, a nossa pele é que nos despertamos e, às vezes, tardiamente!
Ainda há tempo para que nos apercebamos da grandiosidade e da riqueza que é uma mudança de atitude, quando nos melhoramos e ao mesmo tempo contribuímos para que outras pessoas melhorem!...
Ao Pe Bartolomeu e sua equipe desejo e rogo ao Mestre dos Mestres – Jesus Cristo, que este trabalho cresça, pois certamente há de crescer: as coisas de Deus crescerão sempre. Tenham certeza!
É como diz o ditado “Deus tarda, mas não falha”.


Pesqueira/ mar/2010
Sebastião Gomes Fernandes
Sociólogo.